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Estátua de quase mil anos guarda corpo mumificado de monge

Exames realizados no Centro Médico de Meander, na Holanda, revelaram que uma estátua budista datada do século 11 ou 12 é bem mais do que uma “simples” escultura....

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Exames realizados no Centro Médico de Meander, na Holanda, revelaram que uma estátua budista datada do século 11 ou 12 é bem mais do que uma “simples” escultura.

Aparentemente sólida, a imagem guarda o corpo mumificado de um monge em posição de meditação – que ainda teve alguns dos órgãos trocados por papéis com inscritos em chinês.

O fato curioso foi revelado em parte já no ano passado, graças a testes realizados por especialistas do Museu Drents, também holandês. A estátua voltou a ser examinada na última semana, quando passou por uma tomografia computadorizada e por uma endoscopia no Centro Médio Meander, que revelaram o “conteúdo” de dentro do corpo.

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A pesquisa foi conduzida pelo especialista em cultura e arte budista do Museu Mundial de Roterdã Erik Bruijn, que contou com a ajuda do médico Reinoud Vermeijden e do radiologista Ben Heggelman. Foi o primeiro doutor quem extraiu os pedaços de papel, enquanto o segundo tirou a foto.

O monge de dentro da estátua foi identificado como Liuquan, antigo mestre da Escola de Meditação Chinesa que faleceu em torno de 1 100 d.C. Os adeptos do budismo, porém, não o consideram morto, e sim em um estado de meditação bem mais avançado.

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De qualquer forma, a múmia é a primeira a ser estudada dessa forma até hoje, o que mostra o nível de importância da descoberta. Além disso, ela é também a única já encontrada até hoje por pesquisadores, segundo o site holandês NL Times. A estátua foi levada ao Museu Nacional de História Natual de Budapeste, na Hungria, e ficará exposta.

Auto mumificação

Os Sokunshinbutsu foram monges budistas que foram transformados em múmias e até hoje são reverenciados por sua dedicação.

Eles são populares no nordeste do Japão, na província de Yamagato. Acredita-se que o ritual da mumificação dos Sokunshinbutsu tenha vindo da China.

É um processo longo que começa com os monges ainda vivos. Eles devem se provar, primeiramente, fazendo uma dieta de nozes e castanhas, que faz com que eles percam toda a sua gordura corporal – isso durante mil dias.

Na segunda parte do ritual, eles comem apenas raízes de pinheiros e tomam um chá venenoso, feito das sementes de uma árvore chamada urushi. O chá causa vômitos e perda de fluidos corporais – e essa parte do ritual também dura mil dias.

Finalmente o monge se tranca em uma pequena tumba de pedra, com espaço suficiente apenas para que ele fique na posição do lótus. A tumba possui apenas uma saída de ar, para que ele respire. O monge fica tocando um sino, todos os dias, para que as pessoas saibam que ele está vivo. Quando o sino para de tocar a tumba é selada, o tubo é removida e o túmulo selado para o período final mil dia do ritual.

No final deste período, o túmulo será aberta para ver se o monge foi bem sucedido em mumificar-se. Se o corpo foi encontrado em um estado preservado, o monge foi elevada à condição de Buda, seu corpo é retirado do túmulo e ele é colocado em um templo onde será adorado e venerado. Se o corpo tiver se decomposto, o monge será selada em seu túmulo e respeitado por sua resistência, mas não adorado.

Fonte: Business Insider 

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